De vez em quando sonho que pego uma trilha e subo sempre, até encontrar um lugar que quando eu acordo, tenho a certeza que já estive lá. Banal, mesmo assim muito estranho.
Porque eu me lembro, às vezes até demais, cheguei até aqui de forma pontual como um quadro impressionista.
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3 de out. de 2010
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De vez em quando sonho que pego uma trilha e subo sempre, até encontrar um lugar que quando eu acordo, tenho a certeza que já estive lá. Banal, mesmo assim muito estranho.
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1994,
enigmas,
outras vidas,
saudades sem jeito
29 de jan. de 2009
A dor dos outros
No café em frente está escrito na lousa que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Ela diz que
"Eu só posso entender quem não tem mais saco pra me ouvir sofrer. Eu não me aguento mais sofrendo, então, imagino quem tá em volta. Tem dias que vc se pergunta, mas porra, de onde vem tanta dor? Faz um ano e meio, essa porra não era pra tar diminuindo? Choro todos os dias, lembro todos os dias, nas coisas pequenas e nas grandes. Meu peito dói, todos os dias. (...)"
Assim, de chofre, eu lembro de quando tomei remédios demais em 1980, de quando eu perdi o meu filho em 1994, da morte do Ciccio e do Luiz em 2000 e 2004, de quando me fizeram de inseto em 2001, da meningite da Juju em 2003, e desde sempre, da luta para matar o leão diário.
E o meu peito também dói, se não em todos, em muitos dias, por mais comparações que haja entre a minha vida e a dos desgraçados todos, e entre eu e eu mesma, melhor agora, mas ainda colada.
Temas
1980,
1994,
2000,
2001,
2003,
2004,
punhaladas,
saudades sem jeito
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