Eu acredito.
Porque eu me lembro, às vezes até demais, cheguei até aqui de forma pontual como um quadro impressionista.
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11 de mar. de 2010
28 de abr. de 2009
Amor lúcido não é amor de mãe, é amor de pai
Estando muito perto o dia das mães, eu que sou mãe só tenho vontade de falar dos pais.
Tive alguns pais na vida – tive um pai biológico, tive um padrasto, tive pessoas que se portaram como meus pais e tenho os pais das minhas filhas, elas que também têm um pai biológico, um padrasto e sempre tiveram pessoas que se portaram como seus pais. Pais das minhas filhas são também meus pais.
Foneticamente, a palavra “pais” se confunde com a palavra “paz”, do latim pax. É uma boa coincidência: “pais” são nossos provedores de amor, segurança, foco e rumo. Numa abordagem mais filosófica, podem inclusive ser mulheres: gente que, façamos nós o que fizermos, estando longe ou perto, passa a segurança do seu amor - nossos pais sempre vão nos perdoar, apesar de qualquer julgamento contrário das nossas ações.
São pessoas que nos trazem paz.
A paz que essas pessoas nos trazem está na escolha por nós que elas fizeram – já foi dito que quando nasce um filho nasce também uma mãe; pais, no entanto, não renascem como as mães. Pais escolhem ser pais, trazendo seus filhos para as suas vidas e, voluntariamente, amando seus filhos. Ser escolhido é a segunda maior paz que podemos alcançar.
A maior delas, no entanto, é reconhecer essa escolha pronobis e contar com ela.
Tive alguns pais na vida – tive um pai biológico, tive um padrasto, tive pessoas que se portaram como meus pais e tenho os pais das minhas filhas, elas que também têm um pai biológico, um padrasto e sempre tiveram pessoas que se portaram como seus pais. Pais das minhas filhas são também meus pais.
Foneticamente, a palavra “pais” se confunde com a palavra “paz”, do latim pax. É uma boa coincidência: “pais” são nossos provedores de amor, segurança, foco e rumo. Numa abordagem mais filosófica, podem inclusive ser mulheres: gente que, façamos nós o que fizermos, estando longe ou perto, passa a segurança do seu amor - nossos pais sempre vão nos perdoar, apesar de qualquer julgamento contrário das nossas ações.
São pessoas que nos trazem paz.
A paz que essas pessoas nos trazem está na escolha por nós que elas fizeram – já foi dito que quando nasce um filho nasce também uma mãe; pais, no entanto, não renascem como as mães. Pais escolhem ser pais, trazendo seus filhos para as suas vidas e, voluntariamente, amando seus filhos. Ser escolhido é a segunda maior paz que podemos alcançar.
A maior delas, no entanto, é reconhecer essa escolha pronobis e contar com ela.
cartão com foto acoplada - as meninas estão "vestindo a camisa do Gonça", e o texto literal é:
"Conçalo eu tenho muito orgulho de você por cer muito bonsinho e por ser dimais beijos amor"
11 de mar. de 2009
29 de jan. de 2009
A dor dos outros
No café em frente está escrito na lousa que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Ela diz que
"Eu só posso entender quem não tem mais saco pra me ouvir sofrer. Eu não me aguento mais sofrendo, então, imagino quem tá em volta. Tem dias que vc se pergunta, mas porra, de onde vem tanta dor? Faz um ano e meio, essa porra não era pra tar diminuindo? Choro todos os dias, lembro todos os dias, nas coisas pequenas e nas grandes. Meu peito dói, todos os dias. (...)"
Assim, de chofre, eu lembro de quando tomei remédios demais em 1980, de quando eu perdi o meu filho em 1994, da morte do Ciccio e do Luiz em 2000 e 2004, de quando me fizeram de inseto em 2001, da meningite da Juju em 2003, e desde sempre, da luta para matar o leão diário.
E o meu peito também dói, se não em todos, em muitos dias, por mais comparações que haja entre a minha vida e a dos desgraçados todos, e entre eu e eu mesma, melhor agora, mas ainda colada.
Temas
1980,
1994,
2000,
2001,
2003,
2004,
punhaladas,
saudades sem jeito
12 de set. de 2008
O Homem da minha vida
31 de jul. de 2008
elas
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