Porque eu me lembro, às vezes até demais, cheguei até aqui de forma pontual como um quadro impressionista.
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22 de nov. de 2011
11 de set. de 2011
12 de nov. de 2010
O velhinho do Adeus
Imaginem um velhinho bem vestido, que nunca precisou trabalhar mas que era incrivelmente só. Na "rotunda" (rotatória) do Saldanha, que é um bairro bacana de Lisboa, lá se punha o velho todas as noites - quem buzinasse , ganhava um simpático "tchauzinho" de volta.
Durante anos foi essa a rotina do velho - buzina, tchauzinho. Todo mundo já sabia, fez uma cidade de amigos.
Morreu, e reuniu através da notícia da sua morte dezenas de pessoas. Comoção e esperança como se lê em "A nossa humanidade" :
"O que era impressionante não era ele dizer adeus, era nós respondermos."
3 de out. de 2010
Volver
De vez em quando sonho que pego uma trilha e subo sempre, até encontrar um lugar que quando eu acordo, tenho a certeza que já estive lá. Banal, mesmo assim muito estranho.
Temas
1994,
enigmas,
outras vidas,
saudades sem jeito
12 de set. de 2010
Altas e caras
3 de jul. de 2010
30 de jun. de 2010
14 de mai. de 2010
27 de abr. de 2010
12 de mar. de 2010
26 de fev. de 2010
12 de ago. de 2009
Fidelidade
Os sonhos, essas fantasias em mutação, traiçoeiramente são compromissos eternos com a nossa auto-imagem: devem ser alimentados e amados por toda vida, até que a morte nos separe.
3 de ago. de 2009
Harmonia
15 de mai. de 2009
Não estou mais no meu jardim te esperando
13 de mai. de 2009
Sem vontade nenhuma de mais mudanças (como os nossos pais)
Na net, é sabido que alguém sempre espia alguém. Espio, me espiam, espiamos todos. Finjimos distância, quando nem precisaríamos fingir, já que existe mesmo distância.
Espiadouro de vidas e sentimentos vários, até aí nada de novo. A novidade é ver a prova viva do nosso caminho já percorrido por milhares de cliques a nos rondar, como uma cobra comendo o próprio rabo.
"Qualquer dia desses, damos de cara conosco atrás da porta, e o que é pior, sem nenhuma vontade de entrar."
12 de abr. de 2009
Páscoa
Lembro das meninas procurando ovinhos - lembro dos coelhinhos, já encardidos, ajudando a procurar. Lembro de irmãs, primos, sobrinhos fofos.
E me lembro de você, querido, que me deixou tão cedo. Nosso trato era que eu ia morrer primeiro, lembra? Morro todos os dias um pouquinho - de amores por aqueles que foram, pelos que ficaram também. Morro todos os dias um pouquinho - para estar mais perto de você. Quando eu for de vez, te levo drágeas e chocolate.
Temas
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2000,
2002,
filhas,
saudades sem jeito
9 de mar. de 2009
"Closure" e os filhos da ...
Pessoas pontuais e com memória seletiva como eu, tem de lembrar da capacidade ou (in)capacidade humana de dar fim ao extraordinário, ou do discernimento para reciclar o lixo afetivo que vale ser reciclado: necessitamos de um "ponto final", de uma pausa ou pontuação.
Completamento (closure): capacidade de reconhecer o aspecto global (ou Gestalt) especialmente quando uma ou mais partes do todo está ausente ou quando a continuidade é interrompida por intervalos.
A busca do closure ou de nos auto-completar, na falta da outra parte - tema para madrugadas e madugradas de discussões interdisciplinares, multiculturais e raciais, existenciais e poli-etílicas!!
Por ora, uma certeza: companheiro é companheiro (morto ou vivo), e filho da puta é filho da puta (morto ou vivo).
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1984,
2009,
reencontros,
saudades sem jeito
29 de jan. de 2009
A dor dos outros
No café em frente está escrito na lousa que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Ela diz que
"Eu só posso entender quem não tem mais saco pra me ouvir sofrer. Eu não me aguento mais sofrendo, então, imagino quem tá em volta. Tem dias que vc se pergunta, mas porra, de onde vem tanta dor? Faz um ano e meio, essa porra não era pra tar diminuindo? Choro todos os dias, lembro todos os dias, nas coisas pequenas e nas grandes. Meu peito dói, todos os dias. (...)"
Assim, de chofre, eu lembro de quando tomei remédios demais em 1980, de quando eu perdi o meu filho em 1994, da morte do Ciccio e do Luiz em 2000 e 2004, de quando me fizeram de inseto em 2001, da meningite da Juju em 2003, e desde sempre, da luta para matar o leão diário.
E o meu peito também dói, se não em todos, em muitos dias, por mais comparações que haja entre a minha vida e a dos desgraçados todos, e entre eu e eu mesma, melhor agora, mas ainda colada.
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19 de jan. de 2009
Coragem
A coragem que os outros admiram, pode ser só a nossa ruína ou uma grande fonte de créditos póstumos. Mesmo assim, a minha avó me lembraria a Fal Azevedo, no quesito alma.
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