bbbbbb
bbbb

Páginas

Mostrando postagens com marcador saudades sem jeito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudades sem jeito. Mostrar todas as postagens

18 de ago. de 2013

como faço para voltar no tempo?

22 de nov. de 2011

Síntese

11 de set. de 2011

Teia

Perdemos na fluidez  o tempo da reflexão.

12 de nov. de 2010

O velhinho do Adeus

Imaginem um velhinho bem vestido, que nunca precisou trabalhar mas que era incrivelmente só. Na "rotunda" (rotatória) do Saldanha, que é um bairro bacana de Lisboa, lá se punha o velho todas as noites - quem buzinasse , ganhava um simpático "tchauzinho" de volta.
Durante anos foi essa a rotina do velho - buzina, tchauzinho. Todo mundo já sabia, fez uma cidade de amigos.
Morreu, e reuniu através da notícia da sua morte dezenas de pessoas. Comoção e esperança como se lê em "A nossa humanidade" :
"O que era impressionante não era ele dizer adeus, era nós respondermos."

3 de out. de 2010

Volver

De vez em quando sonho que pego uma trilha e subo sempre, até encontrar um lugar que quando eu acordo, tenho a certeza que já estive lá. Banal, mesmo assim muito estranho.

12 de set. de 2010

Altas e caras

Na Argentina, desde o dia 4. Eu aqui esperando meus babies, e já me contaram que o que o avião carrega amanhã são apenas mais duas moças.

3 de jul. de 2010

Fim

No desmanche do amor à pátria, pisei num resto de bandeira na rua.

14 de mai. de 2010

Cores e altos

Os Jacarandás de Lisboa (foto de Antonio Barreto).

27 de abr. de 2010

Blowin' In The Wind

Acordei com o Bob Dylan. Bom sinal para quem dormiu com o Jimi Hendrix.

12 de mar. de 2010

Pula o Brasil

26 de fev. de 2010

não caber em si...

... e transbordar em lá, aonde o "si" é o nome que recebemos, e o "lá" é aonde vamos parar.

12 de ago. de 2009

Fidelidade

Os sonhos, essas fantasias em mutação, traiçoeiramente são compromissos eternos com a nossa auto-imagem: devem ser alimentados e amados por toda vida, até que a morte nos separe.

3 de ago. de 2009

Harmonia

Pena que a gente demore tanto para entender que é preciso muito mais do que semelhança e parentesco para se ter harmonia.

15 de mai. de 2009

Não estou mais no meu jardim te esperando

Temos várias oportunidades na vida de seguir ou de voltar. Aquilo do que lembramos, no entanto, nem sempre é o que vamos encontrar no retorno. Lembro de você quando lembro de mim, mas isso também não basta.
O jardim está vazio, e provavelmente vai continuar assim.

13 de mai. de 2009

Sem vontade nenhuma de mais mudanças (como os nossos pais)

Na net, é sabido que alguém sempre espia alguém.
Espio, me espiam, espiamos todos. Finjimos distância, quando nem precisaríamos fingir, já que existe mesmo distância.
Espiadouro de vidas e sentimentos vários, até aí nada de novo. A novidade é ver a prova viva do nosso caminho já percorrido por milhares de cliques a nos rondar, como uma cobra comendo o próprio rabo.
"Qualquer dia desses, damos de cara conosco atrás da porta, e o que é pior, sem nenhuma vontade de entrar."

12 de abr. de 2009

Páscoa

Lembro das meninas procurando ovinhos - lembro dos coelhinhos, já encardidos, ajudando a procurar. Lembro de irmãs, primos, sobrinhos fofos.
E me lembro de você, querido, que me deixou tão cedo. Nosso trato era que eu ia morrer primeiro, lembra? Morro todos os dias um pouquinho - de amores por aqueles que foram, pelos que ficaram também. Morro todos os dias um pouquinho - para estar mais perto de você. Quando eu for de vez, te levo drágeas e chocolate.

9 de mar. de 2009

"Closure" e os filhos da ...



Pessoas pontuais e com memória seletiva como eu, tem de lembrar da capacidade ou (in)capacidade humana de dar fim ao extraordinário, ou do discernimento para reciclar o lixo afetivo que vale ser reciclado: necessitamos de um "ponto final", de uma pausa ou pontuação.

Completamento (closure): capacidade de reconhecer o aspecto global (ou Gestalt) especialmente quando uma ou mais partes do todo está ausente ou quando a continuidade é interrompida por intervalos.

A busca do closure ou de nos auto-completar, na falta da outra parte - tema para madrugadas e madugradas de discussões interdisciplinares, multiculturais e raciais, existenciais e poli-etílicas!!

Por ora, uma certeza: companheiro é companheiro (morto ou vivo), e filho da puta é filho da puta (morto ou vivo). 

29 de jan. de 2009

A dor dos outros



No café em frente está escrito na lousa que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

Ela diz que

"Eu só posso entender quem não tem mais saco pra me ouvir sofrer. Eu não me aguento mais sofrendo, então, imagino quem tá em volta. Tem dias que vc se pergunta, mas porra, de onde vem tanta dor? Faz um ano e meio, essa porra não era pra tar diminuindo? Choro todos os dias, lembro todos os dias, nas coisas pequenas e nas grandes. Meu peito dói, todos os dias. (...)"

Assim, de chofre, eu lembro de quando tomei remédios demais em 1980, de quando eu perdi o meu filho em 1994, da morte do Ciccio e do Luiz em 2000 e 2004, de quando me fizeram de inseto em 2001, da meningite da Juju em 2003, e desde sempre, da luta para matar o leão diário.

E o meu peito também dói, se não em todos, em muitos dias, por mais comparações que haja entre a minha vida e a dos desgraçados todos, e entre eu e eu mesma, melhor agora, mas ainda colada.

19 de jan. de 2009

Coragem

A coragem que os outros admiram, pode ser só a nossa ruína ou uma grande fonte de créditos póstumos. Mesmo assim, a minha avó me lembraria a Fal Azevedo, no quesito alma.